Viradas históricas em mata-matas podem inspirar Náutico contra Sport em semifinal

Dentre todas as reviravoltas, a de 2004, contra o Santa Cruz, é a que está mais viva na memória do Timbu

O resultado do Clássico dos Clássicos na Ilha do Retiro no último domingo é para desanimar qualquer torcedor alvirrubro. Vencer até os 45 minutos e tomar uma virada em dois minutos é um golpe duro. Alguns reclamaram do erro da arbitragem, outros da falta de “malandragem” da equipe em não evitar as finalizações de Juninho e alguns colocaram a culpa até na sina de sofrer derrotas inacreditáveis. Essa não será a última vez que o Náutico se verá em uma situação de ter que mudar a história de um mata-mata. E nem foi a primeira. Na sua história o Timbu já se viu nessa posição e conseguiu reverter em algumas ocasiões.

Em disputas de competições regionais, estaduais e nacionais, o Náutico conseguiu reverter dez situações que precisava vencer na partida de volta. E não faz tanto tempo assim. Em 2014, o Timbu conseguiu o feito por duas vezes. Uma na Copa do Brasil e outra na semifinal do Pernambucano, quando o regulamento terminou sendo um aliado.

Porém, dentre todas estas reviravoltas, a de 2004 foi a que está mais viva na memória do Timbu. Após perder a primeira partida para o Santa Cruz por 1 a 0 nos Aflitos, o Náutico foi até o Arruda e acabou com a vantagem coral em três minutos ao marcar dois gols. Venceu a partida por 3 a 0 e foi campeão. Algo que um dos protagonistas daquela partida, o meia Marco Antônio, usa como motivação.

 
“Isso representa ainda mais para mim a confiança de que podemos chegar lá. Isso é importante para quem torce para gente, para quem depende da gente e para nós. Falei que temos que trazer coisas positivas nessa semana. Esse fator é um motivo a mais para acreditarmos”, comentou o camisa 10.

Se a lembrança contra os corais é uma motivação, os jogadores do Alvirrubro podem utilizar outro dado como um incentivo a mais. O Timbu nunca reverteu uma vantagem sobre o Leão em jogos eliminatórios e como tudo tem uma primeira vez, a ocasião pode ser a ideal para mudar um pouco a história diante do rival.

As vezes que o Náutico reverteu uma desvantagem

Taça Brasil 1965

Remo 3 x 0 Náutico – 29/8
Náutico 3 x 1 Remo – 5/9
Náutico 3 x 1 Remo – 7/9

Taça Brasil 1967
Cruzeiro 2 x 1 Náutico – 6/12
Náutico 3 x 0 Cruzeiro – 13/12
Náutico 0 x 0 Cruzeiro – 15/12*

*Náutico passou por conta do saldo de gols

Copa do Brasil 1990

Remo 3 x 1 Náutico – 29/8
Náutico 4 x 0 Remo – 5/9

Série C – 1999

Sergipe 2 x 0 Náutico – 1/12
Náutico 1 x 1 Sergipe – 4/12
Náutico 5 x 1 Sergipe – 6/12

Campeonato Pernambucano 2004 – Final

Náutico 0 x 1 Santa Cruz – 11/4
Santa Cruz 0 x 3  Náutico – 18/4

Copa do Brasil 2007

Paysandu 1 x 0 Náutico – 21/3
Náutico 5 x 0 Paysandu – 4/4

Copa do Brasil 2008

Juventus 2 x 0 Náutico – 19/3
Náutico 3 x 0 Juventus – 2/4

Copa do Brasil 2010

Trem- AP 2 x 1 Náutico – 23/2
Náutico 6 x 0 Trem-AP – 3/3

Copa do Brasil 2014

Sergipe 1 x 0 Náutico – 12/3
Náutico 1 x 0 Sergipe – 9/4

Náutico passou nos pênaltis – 3 x 1

Campeonato Pernambucano 2014

Salgueiro 2 x 0 Náutico – 6/4
Náutico 1 x 0 Salgueiro – 12/4*
*Náutico venceu nos pênaltis por 5 a 3 devido ao regulamento que não previa saldo de gols para a semifinal.

 

Por: SuperEsportesPE



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