Oposição do Náutico já trabalha com nome para lançar chapa e situação pode ir à Justiça

O caldeirão político do Náutico está em ebulição. Um dia depois de o Conselho Deliberativo, em reunião extraordinária, decidir antecipar as eleições para o biênio 2018/2019, os bastidores alvirrubros estiveram agitados. Em silêncio perante à imprensa, o Poder Executivo, contrariado, discutiu nessa terça-feira à noite a possibilidade de ir à Justiça para evitar que o pleito aconteça no próximo dia 16 de julho. Enquanto isso, a oposição já trabalha com um nome para ser lançado: Edno Melo, o mesmo que perdeu a última eleição para a chapa de Marcos Freitas/Ivan Brondi por dez votos, deverá ser o cabeça de chapa.

Nenhum dos lados se posicionou oficialmente até então. Em apuração, a reportagem do Superesportes confirmou que Edno seria, sim, o principal nome a ser lançado pelo grupo descontente com a gestão atual. Em tentativa de costura com a situação, chegou-se a cogitar a possibilidade de uma chapa envolvendo o nome do atual diretor de futebol Alexandre Homem de Melo – que poderia sair como vice ou mesmo presidente. Frente à recusa do dirigente da gestão atual, surgiu como forte o nome de Diógenes Braga, diretor de futebol em 2015, na época da gestão do presidente Glauber Vasconcelos, ligado ao grupo Movimento de Transparência Alvirrubra (MTA). 
O lado executivo, por ora, tende a concentrar suas forças a fim de evitar que o pleito aconteça tão cedo. Em uma reviravolta, não se descarta o atual vice-presidente de futebol, Emerson Barbosa, como sendo o homem forte a ser lançado para um bate-chapa. De acordo com o Estatuto do Náutico, as eleições, originalmente, estariam marcadas para a primeira quinzena de dezembro. O artigo 62, porém, prevê que a data poderia ser antecipada em “casos excepcionais e devidamente justificados” e/ou “visando preservar os interesses do clube”. 
Foi baseado nisso que o Conselho Deliberativo votou a favor da antecipação na noite da última segunda-feira. “A continuidade do atual modelo de gestão, com descontrole de gastos, falta de planejamento e o sistemático desrespeito e descumprimento do estatuto e da legislação, poderá comprometer ainda mais o futuro do clube”, justificou o Conselho, através de nota oficial.
Independentemente de haver mesmo ou não a nova eleição, o mandato do presidente atual, Ivan Brondi, estaria garantido até o final do ano. O presidente do Deliberativo, Gustavo Ventura, foi questionado então quais seriam os benefícios dessa antecipação. “Em discussão, o Conselho entendeu que antecipar as eleições permitiria ao gestor eleito ter mais tempo para conhecer o clube e especialmente contribuir com Ivan (Brondi) no final do mandato dele”, ponderou.

De acordo com um dirigente ligado à gestão atual, porém, esse apoio dentro da atual gestão estaria descartado. Enquanto isso, o aceno de um consenso político dentro do Náutico parece ainda longe de acontecer.



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