Sport joga mal, é goleado por 4 a 0 pela Ponte Preta e entra em final regional pressionado

Foi apenas a estreia do Sport no Campeonato Brasileiro. Mas já é possível ligar o sinal de alerta. Com uma equipe desfigurada por jogadores lesionados e outros poupados visando a primeira partida da final da Copa do Nordeste, quarta-feira, contra o Bahia, na Ilha do Retiro, o Leão foi completamente dominado no estádio Moisés Lucarelli, sendo facilmente goleado pela Ponte Preta por 4 a 0. 
É óbvio que os desfalques pesaram. Entre eles jogadores importantes como os zagueiros Ronaldo Alves e Durval, o lateral Mena, o volante Rithely e o meia Diego Souza. Mas o fato é que o técnico Ney Franco precisa achar uma forma mais organizada e competitiva do time atuar. Até porque a má atuação do time em Campinas não é algo isolado. Nas últimas oito partidas, o Sport venceu apenas um jogo, empatou dois e conheceu a sua quinta derrota. E é com esse retrospecto que vai decidir a Copa do Nordeste. Pela Série A, os rubro-negros voltam a campo domingo, contra o Cruzeiro, também na Ilha.

O jogo

A grande quantidade de mudanças no Sport cobrou seu preço, com uma equipe visivelmente mal posicionada em campo. Principalmente defensivamente, onde os volantes Neto Moura e Rodrigo falharam na missão básica, dando muito espaço no meio de campo e na cobertura dos laterais. Assim, mesmo sem apresentar um primor de futebol, a Ponte Preta foi a dona do primeiro tempo. Tendo no atacante Lucca o seu jogador mais perigoso, aparecendo sempre nas costas da zaga, formada pelo contestado Matheus Ferraz e pelo estreante Igor Ribeiro.
Foi dele o gol que abriu o placar no Moisés Lucarelli. Após cobrança de escanteio, o pontepretano subiu, com Neto Moura plantado no chão, e cabeceou sem defesa para Magrão. O segundo tento dos donos da casa foi mais uma prova do desajuste defensivo rubro-negro. Com o cruzamento dessa vez vindo do lado direito e o lateral Nino Paraíba, de 1,68m, cabeceando sem maiores problemas no meio da área. A Ponte ainda teve um pênalti a seu favor, cometido por Matheus Ferraz, não marcado pelo árbitro Marcos Mateus Pereira.
O único alento do Sport ficou pela boa movimentação do estreante Osvaldo, principal válvula ofensiva para puxar contra-ataques. Porém, o camisa 10 não conseguiu criar nenhuma chance real de gol. Que pelo lado leonino só aconteceu uma vez. Com Matheus Ferraz, completamente livre, cabeceando para fora após falta levantada na área por Everton Felipe. A falta de criatividade da equipe pernambucana muitas vezes obrigou o centroavante André a recuar para receber a bola no meio de campo.

Segundo tempo

Para a etapa final, Ney Franco colocou em campo o prata da casa Juninho na vaga do novamente apagado Rogério com o intuito de dar nova força ofensiva ao Sport. E com 10 minutos, o treinador rubro-negro foi para o “tudo ou nada” ao sacar Rodrigo e colocar o atacante Lenis, deixando apenas Neto Moura como jogador de marcação no meio de campo.
Ousadia que durou apenas 11 minutos em campo. Sem nenhum resultado prático ofensivo e cedendo ainda muito espaço no meio de campo, logo em seguida, Ney Franco desfez a mudança tática, sacando Osvaldo e colocando o volante Fabrício. Um indício de que o treinador rubro-negro estava tão perdido quanto os jogadores em campo.
Por: SuperEsportesPE


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