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Solange Almeida e Xand Avião são investigados por tráfico internacional de droga

O Ministério Público Federal, por meio da procuradora regional da República Luiza Frischeisen, em concordância com a Justiça Federal, é favorável à investigação contra o empresário Isaías CD, dono dos Aviões do Forró, por tráfico internacional de drogas, homicídios, ameaças e formação de quadrilha. São acusados também os sócios da A3 e os vocalistas Xand Avião e Solange Almeida. O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) havia sido arquivado, mas de forma não consensual.

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Agora, além de se defender das acusações de estupro e sonegação de impostos, Isaías terá de provar que não era uma aviãozinho dentro dos Aviões.

Mais um ingrediente pode colocar lenha na fogueira nos bastidores da banda Aviões do Forró. Os empresários Isaías CD e Zequinha Aristides são investigados por venderem terreno no município de Eusébio-CE, localizado a 24km de Fortaleza.

Vale lembrar que a Justiça Federal do Ceará penhorou os bens da dupla por supostas dívidas de R$ 50 milhões junto a Receita Federal. A Justiça apura, ainda, se Isaías e Zequinha são donos de outros cinco terrenos na região que, juntos, estão avaliados em R$ 200 milhões.

A já complicada história é mais um capítulo envolvendo a banda. Na semana passada, Solange Almeida, ex-vocalista, denunciou que havia sofrido assédio por parte de Isaías. A ex-companheira de palcos de Xand também pediu R$ 5 mi em apuração de haveres em outro processo, que é um pedido de avaliação do montante devido a ela enquanto ex-sócia.

Não podemos esquecer que a cantora Solange Almeida, após mais uma apresentação como participante do elenco atual do ?Show dos Famosos?, no ?Domingão do Faustão?, a cantora acabou abrindo o coração enquanto conversava com o apresentador, na TV Globo. Neste domingo (2), ela desabafou sobre sua saída do grupo Aviões do Forró.

Após dois anos afirmando que sua saída tinha sido amigável, ela finalmente revelou que, na verdade, ela foi expulsa da banda. Ela também contou que entrou na Justiça contra o grupo.

“Isso não tirou seu foco, não atrapalhou você?”, perguntou Faustão. “Nem pode. É uma questão que já era para ter sido resolvida. Esperei quase dois anos alguma posição, não tive. Tentei ter algumas conversas”, começou Solange.

“Aconteceram muitas coisas, vários rumores, as pessoas falam muito. Na minha saída, eu tive uma decisão a ser tomada porque sempre fui uma mulher muito forte, e mulheres fortes muitas delas sofrem muito. Eu sofri muito porque quis que tudo parecesse um conto de fadas, que fosse tudo bonito”, continuou Solange.

“Fui muito julgada na época, porque as pessoas diziam que eu queria o dinheiro só para mim, que eu queria ir para carreira solo, e não era nada daquilo. Quem me acompanha sabe que nós tínhamos uma história que a Aviões do Forró ia acabar. E de uma hora para outra eles simplesmente me tiraram e continuaram a banda sem mim. Eu me calei, fiquei ali caladinha, aguentei tudo dizendo que tinha saído porque queria”, desabafou Solange.

NOTA DA AVIÕES DO FORRÓ

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da procuradoria regional da República, decidiu pela continuidade de um procedimento investigatório criminal que envolve os cantores Solange Almeida e Xand Avião. Eles estão sendo investigados por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, ameaças, formação de quadrilha e homicídios.

Além dos artistas, a investigação envolve também Antonio Isaias Paiva Duarte, Zequinha Aristides Pereira, Carlos Aristides de Almeida Pereira e Francisco Claudio de Melo Lima, todos sócios da empresa A3 entretenimentos, que cuida da carreira da banda de forró.

“O arquivamento do presente inquérito é prematuro, com a devida vênia à Procuradora da República oficiante”, diz um trecho do documento.

O processo teve origem em 2014. Em nota, sócios da banda afirmaram que já foi arquivado. O POVO Online entrou em contato com a Justiça Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal. O poder judiciário, ao contrário do que afirmou a assessoria de imprensa da Aviões do Forró, respondeu que existe uma investigação em curso na PF para apurar as denúncias feitas pelo suposto ex-sócio da banda. A investigação foi anexada ao processo 0006024-46.2015.4.05.8100. O MPF e a PF ainda não responderam às indagações encaminhadas por e-mail.

Em 2013, o juiz Ricardo Ribeiro Campos “indeferiu o pedido de arquivamento em relação ao delito de tráfico internacional de drogas e demais delitos conexos por considerar que o caso merece ser aprofundado e que ainda existem diligências a serem promovidas”. Na mesma época, o magistrado concordou com o arquivamento “do procedimento investigatório em relação ao crime de sonegação de impostos federais, todavia, ressalvando a possibilidade de sua reabertura caso fatos novos sejam trazidos em ulteriores investigações”, escreveu na decisão judicial.

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