Há dez anos o Brasil era do Sport

Capitão Durval levanta a taça de campeão da Copa do Brasil de 2008

 

 

 

 

Com direito a um “canal direto” com Deus via Carlinhos Bala, o Sport cravava ainda mais o seu nome na história do futebol brasileiro há exatos dez anos. Em 11 de junho de 2008, o grupo comandado por Nelsinho Baptista bateu o todo poderoso Corinthians por 2×0, com gols de Luciano Henrique e Carlinhos Bala, na Ilha do Retiro, e conquistou pela primeira vez o título daCopa do Brasil, sendo até hoje o único clube nordestino a levantar o troféu.

Na partida de ida, em São Paulo, o Leão perdia por 3×0 até os 46 minutos da etapa final, quando o até então contestado Enílton descontou, reativando as esperanças dos pernambucanos. Folclórico e sem papas na língua, o atacante Carlinhos Bala afirmou para o Brasil inteiro que havia conversado com Deus e Ele teria dito ao jogador que aquele era o gol que daria o título aos leoninos, o que mais tarde acabou se confirmando.

E se o título de Campeão Brasileiro de 1987 ainda gera algum debate, apesar de o Sport ter vencido em todas as instâncias jurídicas, a Copa do Brasil 2008 não deixa sequer um rastro de suspeita de que o vencedor foi merecedor do título. Derrubando com facilidade os dois primeiros oponentes, o Imperatriz/MA e o Brasiliense, o Leão teve que derrubar quatro campeões brasileiros para conseguir levantar a taça: Palmeiras, Internacional, Vasco e Corinthians.

Cada embate teve o seu lance icônico. Nas oitavas de final, diante do Verdão, o hat-trick de Romerito afundou um Palmeiras recheado de estrelas, como Marcos, Denílson, Diego Souza, Valdívia e Kléber Gladiador. Com três gols de Romerito, mais um do lateral-esquerdo Dutra, o Sport atropelou por 4×1, na Ilha do Retiro, e passou com moral. Nas quartas de final, foi a vez do canhão de Durval entrar em ação. Precisando do terceiro gol para se classificar, o zagueiro pegou a bola aos 33 minutos do segundo tempo e mandou um canudo, sem chance para Clemer, fazendo a Ilha tremer.

Nas semifinais, a disputa de pênaltis contra o Vasco, em pleno São Januário, com direito a cobrança feita pelo ídolo Magrão, foi outro momento que os rubro-negros não esquecem. A final dispensa comentários, com vários momentos épicos, desde o famoso gol de Enílton até o apito final na Ilha do Retiro e o capitão Durval erguendo a taça.

Parafraseando o poeta Cazuza, “o tempo não para”, mas para os rubro-negros parece que foi ontem. A festa que varou a madrugada de 11 de junho foi mágica para cada torcedor, que acordou com a melhor ressaca do mundo, de um indiscutível campeão do Brasil, com Recife se vestindo de vermelho e preto. Um título que entrou para a história, por isso está tão vivo na memória da nação rubro-negra mesmo dez anos depois.

   Campanha do Sport

Primeira Fase
Imperatriz/MA 2×2 Sport
Sport 4×1 Imperatriz/MA

Segunda Fase
Brasiliense 1×2 Sport
Sport 4×1 Brasiliense

Oitavas de final
Palmeiras 0x0 Sport
Sport 4×1 Palmeiras

Quartas de final
Internacional 1×0 Sport
Sport 3×1 Internacional

Semifinal
Sport 2×0 Vasco
Vasco 2×0 Sport *
Nos pênaltis, 5×4 para o Sport

Final
Corinthians 3×1 Sport
Sport 2×0 Corinthians

 

Da Folha de Pernambuco


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