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Casos de diarreia em crianças aumentam em Pernambuco no verão e exigem cuidados

Com mais de 100 mil crianças menores de 10 anos que adoeceram por diarreia aguda (tipo da doença que dura menos do que 14 dias) em 2018, Pernambuco acende alerta em relação à ocorrência do problema, que se torna frequente no verão, especialmente entre a população infantil. Caracterizada pelo aumento no número evacuações por dia, com fezes que apresentam consistência amolecida ou líquida, a doença pode ser causada por diferentes agentes (como bactérias e vírus) e tem se tornado um diagnóstico frequente nas emergências médicas.

“Atualmente, entre dez crianças que atendo na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em um plantão de 12 horas, oito apresentam um quadro de diarreia com vômito, que leva a família a procurar as urgências porque a criança fica aborrecida e deixa de comer. São casos que exigem cuidados porque existe o risco de desidratação”, esclarece a pediatra Daniele Cabral, plantonista do Hospital Otávio de Freitas e da UPA Curado.

A médica acrescenta que os primeiros meses do ano são o período em que casos de diarreia aguda se tornam mais frequentes nas unidades de saúde. “São quadros bem típicos de vírus, pois se apresentam mais com fezes sem sangue, e que começam a aumentar no mês de dezembro e se estendem até os primeiros dias depois do Carnaval. Em adultos, o problema também se torna mais comum nesta época”, diz Daniele.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), das 12 regionais do território pernambucano, três despontam em zona epidêmica (Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, no Sertão) e seis estão em zona de alerta para as doenças diarreicas agudas (entre elas, a Região Metropolitana do Recife). As demais apresentaram-se dentro da normalidade. “A falta e a intermitência de água, assim como o retorno do período de chuvas, favorecem o aparecimento de mais casos da doença. As ocorrências que observamos agora, chamadas de ‘diarreias das férias’, estão mais associadas a agentes como enterovírus, rotavírus e norovírus. A maior circulação de turistas também tem ligação com o aumento de casos”, explica o diretor-geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES, George Dimech.

Prevenção

A infectopediatra Alexsandra Costa também tem observado um maior fluxo de pacientes com os sintomas de diarreia nas emergências. “O que mais temos atendido são crianças com gastroenterite (infecção intestinal marcada por diarreia, cólicas, náuseas, vômitos e febre). Algumas delas apresentam desidratação. É um quadro que preocupa, especialmente na faixa etária menor do que 1 ano. Diante dos sintomas e para evitar maiores complicações, o ideal é procurar uma urgência”, frisa Alexsandra, plantonista dos Hospitais da Restauração e do Esperança. “Para a prevenção, vale manter as mãos limpas e reforçar os cuidados com a higiene em geral, além de manter em dia a vacinação contra o rotavírus”, finaliza a médica.

Do Ne10

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